Clipping - Lucas Barbi
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Clipping

“…the director allows hints of optimism to enter what has until now been a grim rendition of inhumanity and cruelty. A desire for justice manifests itself among the ashes of despair. The pile of corpses has grown so much that the sky is blotted out. ‘That’s why it’s so dark… but there’s no night that lasts for ever.'”


“No mais, Sete Anos em Maio mostra que tem alguma debilidade mental muito grave quem costuma dizer que “bandido bom é bandido morto”. Porque é muito óbvio que não dá para saber quem é o bandido na maior parte das vezes. E melhor que essa dúvida se instale em um filme habilmente enquadrado, fotografado, decupado e montado. Mais importante ainda, que tudo esteja em comunhão, sem que um elemento chame a atenção. “


“It’s a feather in the cap of the nation’s current cinema scene that such a wide spectrum of politically charged films are currently being produced, including semi-fantastical provocations such as the one Parente has gleefully carved out here. He reminds us, while there are certain junctures in history when satire may slice scalpel-sharp, sometimes only an ax will suffice.”


“Essa trama de filme trash é tratada com elegância, o que causa inicialmente um estranhamento, mas aos poucos somos tragados pela eficiência da direção: formato scope (a tela mais retangular de cinema), câmera no tripé ou movendo-se criteriosamente, cortes precisos dentro de uma concepção clássica, fotografia expressionista de Lucas Barbi, que nos convida ao suspense. “


“Meanwhile, Ramos refuses to use raw reality as an alibi for sloppy aesthetics. Whether headily following the courier’s bike through Sao Paolo’s notoriously congested streets or standing coolly back from the madding crowd, Camila Freitas and Lucas Barbi’s deep-toned lensing is carefully composed throughout, yet spontaneously sensitive to background activity in the subjects’ home and work environments. “


“Trata­-se de um raro trabalho de observação sobre o trabalho de filmar que o configura como um esquecer­se. Como estar só se não se está consigo mesmo? A solidão mais radical é uma forma de pertencimento essencial a uma coletividade de outra ordem. Maurice Blanchot fala de uma solidão essencial da obra, uma solidão que não é recolhimento, voltada para fora, antídoto radical de toda retórica de coletividade consensual e auto celebratória. Curiosamente, este é um dos filmes que melhor responde uma pergunta fundamental para esta geração: ‘o que é um coletivo?’ “


“Num preto-e-branco rigoroso da fotografia de Lucas Barbi, a força do filme, numa trajetória com já foi lida aqui em Tiradentes como sendo de ascendência cristã – Lauro como esse Cristo que se sacrifica pelos demais — é em muito retirada das imagens, da postura dos personagens, suas atitudes, e menos dos diálogos que por vezes são superficiais, mesmo desnecessários. “